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Seguranças do governador tentam impedir protesto
Publicado em 07.06.2009 - 20:10:42

Os policiais tentaram tomar as faixas dos ativistas a força

 
Imagem: J.A.
 
 Polícia tenta tomar as faixas de ativistas
  

Da Redação

Ambientalistas são constrangidos por seguranças e a polícia, durante a programação do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, nessa sexta-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente. Os manifestantes fixaram faixas na entrada do cine-teatro da Assembléia Legislativa, com frases denunciando os crimes ambientais praticados no estado com o consentimento das autoridades ambientais no Piauí.

Ao tentar segurar uma faixa de protesto dentro do auditório, os ambientalistas Dionísio Neto e Hugo Prado, foram interceptados de forma truculenta pelos seguranças do governador e policiais presentes. Eles tentaram tomar a faixa de forma agressiva, ameaçando processar os ativistas caso não a retirassem. “Resistimos as intimidações e conseguimos estender a faixa. Um deles, tentou tirar a faixa de nossas mãos de forma agressiva. Não conseguindo, eles se postaram ao nosso lado mandando que saíssemos”, conta Dionísio.

O protesto organizado pela Rede Ambiental do Piauí - REAPI, segundo eles, foi movido por uma série de crimes ambientais praticados por grandes empresários e políticos em todo o Estado e com a proteção dos órgãos ambientais. O mais grave deles são os desmatamentos das matas nativas para a produção de carvão vegetal destinado a indústria siderúrgica nacional. “Enquanto o mundo todo está se voltando para proteger nossos recursos naturais, o governo do Piauí estimula a destruição. Nem mesmo as catástrofes das enchentes no Estado, servem de lição para nossos governantes.”, disse Hugo Prado.

 

 

 

Os ambientalistas contestam o aumento do número de licenciamentos ambientais para carvoarias expedidos pela Secretaria do Meio Ambiente – SEMAR, e o relacionamento do governador Wellington Dias, com grandes empresas. “É clara a relação do governo com os empresários do ramo do carvão e da siderurgia. No site do TSE, se pode verificar inclusive, graciosas doações da Companhia Siderúrgica Nacional, para a reeleição do governador, no valor de 150 mil Reais. Vale ressaltar a CSN é a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina e uma das maiores do mundo”, disse Dionísio.

A retaliação a ação dos ambientalistas durante o Fórum de Mudanças Climáticas do Piauí se deu pela distribuição de um panfleto exigindo explicações para a tragédia na barragem Algodões I, no município de Cocal da Estação, e por terem aberto faixas no evento contendo as seguintes frases: “Abaixo a Máfia do Carvão; Desmatamento, Destruição das Matas Ciliares, Produção de Carvão Vegetal, Governo do DESMATAMENTO".

Fonte: Rede Ambiental do Piauí - REAPI



Escrito por H. Prado às 00:49
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Ministro vem ao Piauí resolver impasse sobre parque de Serra

Governo federal e Estado têm projetos diferentes para a área. Minc vem ainda este mês.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, virá a Teresina ainda esse mês para resolver o impasse sobre o impasse da criação do Parque da Serra Vermelha, localizado entre os municípios de Bom Jesus e Redenção do Gurguéia. A declaração foi dada pelo secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Dalton Macambira.

Ministro do Meio Ambiente

De acordo com o secretário, o governador Wellington Dias já apresentou um projeto ao ministro e ao presidente Lula. Porém, esse projeto é diferente do que foi elaborado pelo governo federal.

Hoje o parque Serra das Confusões tem 502 mil hectares. O governo federal quer ampliar para 452 mil hectares e o governo do estado quer que a área seja de apenas 200 mil hectares.

De acordo com Dalton Macambira, as partes irão buscar a melhor solução para o impasse. Já existe um consenso entre o governo federal e estadual de que não vai ser criado um novo parque. A proposta é de ampliar o Parque Nacional da Serra das Confusões, contemplando o território da Serra Vermelha.

Dalton diz ainda que com essa ampliação a Serra das Confusões se tornaria um dos maiores parques do Brasil.

Flash de Yala Sena (direto do Zoobotânico)
Redação de Leilane Nunes
redacao@cidadeverde.com

http://www.cidadeverde.com/politica_txt.php?id=38990



Escrito por H. Prado às 01:14
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01/06/2009 - 19h09

Equipe avalia impactos ambientais após ruptura de barragem no Piauí

Da Agência Brasil
Uma equipe da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semar) está em Cocal, município atingido pela enxurrada provocada pela ruptura da parede da barragem Algodões 1, para avaliar os impactos ambientais e a situação dos animais mortos.
Desde sábado (30), seis técnicos da Semar estão no município para encontrar locais propícios para o enterro desses animais. De acordo com o Secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Dalton Macambira, os animais que não forem devidamente enterrados pode transmitir doenças, contaminar o solo e os poços de abastecimento de água.

"Houve um prejuízo ambiental muito grande. Muitos animais mortos e muitas árvores que caíram", disse. Macambira informou que a equipe retornará hoje a Teresina. Os técnicos devem entregar o relatório completo sobre a situação no local amanhã (2).

Além da Semar, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) enviou equipe a Cocal para avaliar e monitorar a rede de abastecimento de água. De acordo com a Sesapi, os técnicos realizaram várias análises e constataram que a água não foi contaminada pelos resíduos levados pela enxurrada.

O rompimento da barragem ocorreu na última quarta-feira (27). De acordo com a Defesa Civil do estado, sete pessoas morreram e duas crianças continuam desaparecidas. Além disso, cerca de 6 mil pessoas foram afetadas nos municípios de Cocal e Buriti dos Lopes.
Rompimento da Barragem Algodões 1
Rompimento matou muitos animais


Escrito por H. Prado às 01:06
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